AnimeTopic #16.2 – Saint Seiya Omega – As Cortinas de uma nova batalha se abrem!

Como símbolo máximo da superação na saga clássica, Saint Seiya Ômega criou uma nova subida às 12 Casas do Zodíaco, mostrando que a diferença entre cada metal, ouro, prata ou bronze, está somente no coração de cada cavaleiro.

O final do arco das Ruínas Antigas causou uma grande reviravolta. Se no começo a série, ainda que criada num universo distante do que pode ser considerado uma continuação canônica, parecia resgatar a emoção que a série clássica com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki causavam nos fãs, o desenvolvimento dos elementos da série sempre acabaram sendo mal utilizados. Mas com um final de arco que resgatou a essência das lutas clássicas, e ao mesmo tempo um final muito chocante com a morte de Ária, parecia que iria provocar uma extrema mudança de postura nos cinco bronzes protagonistas e também em Éden de Órion, que era apaixonado pela moça.

Além disso, os produtores tomaram uma decisão arriscada, porém bastante previsível para a continuação da história. Após Marte possuir o báculo reconstruído de Atena, o pseudo-deus subiu as novas 12 Casas do Zodíaco, por um caminho que o mesmo construiu até o seu templo indo da Terra até o ponto mais próximo do planeta Marte, fazendo com que Kouga & Cia subissem as moradas dos Cavaleiros de Ouro como a série clássica. Se no começo parecia estranho que Marte tivesse tido tempo de juntar uma equipe de 12 poderosos cavaleiros para montar sua guarda pessoal mais poderosa, a personalidade de cada um era o que mais intrigava, visto que a possibilidade de existirem cavaleiros de ouro perversos sempre foi relativa, mas agora com Marte, 100% maligno, não sabíamos o que esperar.


Um início imponente: Áries, Touro, Gêmeos e Câncer


A nova subida às 12 Casas pode ser divida em três momentos completamente diferentes: Seu início imponente, um meio regular, e um final decepcionante.

Motivados pelo desejo de justiça e vingança por conta da morte de Ária, os cavaleiros de bronze têm uma reação no mínimo prepotente, ao se depararem com o desafio das 12 Casas impostas por Marte, realmente considerando a possibilidade de que poderiam subi-las e vencer os seus 12 protetores. Quem assistiu aos arcos anteriores não poderia ter aceitado isso pois, diferente de Seiya & Cia, que tinham seus desenvolvimentos muito destacados a cada batalha, os protagonistas de Ômega sempre tiveram muitas dificuldades para vencer até mesmo cavaleiros de prata sozinhos, sempre com ajuda externa ou da união de seus cosmos para vencer inimigos, fazendo com que uma derrota fosse super previsível logo na primeira casa.

Felizmente, os produtores também perceberam esse erro e deixaram a primeira casa para servir de alerta aos jovens cavaleiros. Em um equivalente ao que Mu fez na série clássica, Kiki de Áries consertou as armaduras, explicou sobre o sétimo sentido e ainda ficou encarregado de segurar todos os outros cavaleiros de Marte na porta da Casa de Áries para que nenhum outro guerreiro atrapalhasse os cavaleiros de bronze em seu caminho.

Um bom começo para uma saga irregular.

A boa impressão causada por Kiki aos Cavaleiros de Bronze, com uma postura de coragem, sabedoria e onisciência que seu mestre Mu tinha, foi o começo que a saga precisava, fazendo da 2ª Casa um novo treinamento para o que viria a seguir. Amante do terror que suas vítimas passavam ao ter seus ossos esmagados, Harbinger de Touro num primeiro momento se mostrou um cavaleiro cruel, mas sua aparência agressiva começou a nos mostrar um novo ponto de vista a medida que suas atitudes curiosas no meio das batalhas começaram a testar os cavaleiros de bronze, ao invés de tentar matá-los, algo que logo no primeiro golpe Harbinger já mostrou que poderia ser capaz de fazê-lo (primeiro cavaleiro de ouro brasileiro a honrar a pátria!!!).

Com a justificativa de querer brincar com seus destinos, Harbinger manda cada cavaleiro de bronze para a frente de cada uma das três casas do Zodíaco que viriam a seguir, sobrando apenas uma batalha com Kouga, o qual permite atravessar a casa quando percebe que seria muito melhor esperar o cavaleiro despertar seu sétimo sentido por completo para ter um prazer maior ao quebrar seus ossos.

Se Harbinger causou curiosidade nos fãs, Gêmeos era a casa que mais causava apreensão, por seu representante da série clássica ter marcado para sempre como se encara um cavaleiro de ouro. Para a surpresa e alegria geral, a batalha vista na Casa de Gêmeos foi a mais surpreendente e a que mais se aproximou dos combates de Seiya & cia. Dona de uma personalidade oscilante e bipolar, Paradox de Gêmeos é uma mulher que foi salva por Shiryu antes dele ter sido atingido pela maldição de Marte, o que a tornou uma fiel seguidora, fã e aspirante a Amazona observando os movimentos de Shiryu, o que a fez desenvolver todas as técnicas do discípulo do Mestre Ancião.

Uma das melhores lutas da saga, se não a melhor.


Em uma luta frenética e que surpreendia por cada movimento inusitado de Paradox, Ryuho teve uma disputa de golpes espelhados que arrancou suspiros e alívios dos fãs. A qualidade de Paradox como Amazona foi a prova da qualidade que as personagens femininas têm em Ômega. Yuna, Pavlin, Ária, Sonia e agora Paradox: todas elas foram personagens acima da média não somente para a série, mas para Saint Seiya como um todo, merecendo serem criações oficiais de Masami Kurumada.

E por falar na nova Amazona de Águia, que até então não mostrou o porquê de assumir a armadura de Marin, que era de prata, em uma veste de bronze, Yuna foi a oponente de Schiller de Câncer. É, parece que a armadura de Câncer tem a tendência de escolher psicopatas assassinos malucos para serem seu representante. Com uma infância tão dura quanto a de Harbinger, Shciller teve que aprender a sobreviver depois de ter seus pais mortos, vítimas de uma guerra.

Tão interessante e entusiasmática quanto a luta contra Paradox, Yuna conseguiu mais uma vez se mostrar a personagem mais carismática e talentosa dentro dos novos bronzes defensores de Atena, sendo a primeira a conseguir vencer completamente o adversário de ouro. Sua luta apenas não foi melhor porque Ryuho resgatou vários elementos da série clássica que Yuna não fez por não ter nenhuma ligação com o passado clássico.

Um meio regular: Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Aquário


Uma das características mais marcantes da saga das 12 Casas clássicas era a capacidade de cada uma das lutas centralizar todas as informações, embates e atenções para si, fazendo com que mesmo sequências de pouca repercussão, como tirar Hyoga do esquife de gelo na casa de Libra, se tornassem ponto chave para o desenvolvimento geral do que acontecia única e exclusivamente dentro das 12 Casas.

Ômega parecia ir por um caminho parecido nos primeiros combates, porém, a falta de um contexto sólido em torno dos acontecimento das batalhas, fez com que o enredo principal fugisse das 12 Casas e estas se tornassem mera distração para fãs que gostam de porrada entre personagens com armaduras. O início de todo esse processo começou ainda na quinta casa, quando seu guardião, Mycenas de Leão, protagonizou a primeira sequência de acontecimentos fora dela.

Se quando a sua rápida aparição no fim do arco inicial despertou dúvidas aos fãs, visto que uma das maiores características do Cavaleiro de Leão era a justiça, que o aliado de Marte não projetava com sua atitude combativa e irresponsável, a figura do personagem passou por uma transformação quando, antes de iniciar sua luta contra Haruto e Souma, foi contado o seu passado como treinador de Éden de Órion, e como seus ensinamentos incentivaram o cavaleiro a também mudar de postura.

A partir daqui que as coisas começam a desandar.


Melhor amigo de Marte, Mycenas sempre acreditou nos ideais de amizade e justiça, e sempre esteve ao lado do amigo quando ele resolveu mudar o mundo. Porém, ao iniciar a Guerra dos Anos 2.000 contra Seiya e os outros, ele ficou em dúvida das reais intenções do amigo, mesmo decidindo continuar ao seu lado. Conforme os anos se passaram, vendo o exemplo de luta de Kouga e dos cavaleiros que escaparam do massacre da Palaestra, Mycenas passou a deixar de acreditar no que seus olhos viam para investigar Marte, deixando Haruto e Souma passarem por sua casa assim que eles mostraram para ele como podem trabalhar em equipe.

Motivado pelos valores de Mycenas, Éden enfim entra na batalha das 12 Casas a partir da casa de Virgem, onde todos os bronzes estão perdidos numa luta contra Fudou de Virgem. Se na Casa de Leão a atenção simplesmente foi mudada de foco, na Casa de Virgem uma das coisas mais bizarras ocorre. Em uma demonstração muito fraca de seu grande poder, Fudou se mostra o atual cavaleiro mais próximo de Deus. Com a chegada de Éden, ele deixa Kouga e os outros passarem pela casa, justificando que o pedido foi do filho de seu superior.

Por motivos sem sentido, egoístas, ou quem sabe o que passava em sua cabeça, Éden decide enfrentar Fudou, que frustra todos os espectadores ao decidir sentar para meditar dizendo que não faz sentido lutar com quem ele quer proteger. Se as duas casas anteriores foram mais focadas em acontecimentos que as fariam passar batido, Libra não seria diferente.

Odiado por todos a partir do momento que foi mostrado uma origem conflituosa com a série clássica, o ex-discípulo do Mestre Ancião e colega de treinamento de Shiryu, o atual cavaleiro de ouro Genbu de Libra mostrava ser o principal e mais marcante oponente de Ryuho, que já mostrou um show de protagonismo na luta contra Paradox. Porém, mais uma vez as esperanças dos fãs foram frustradas quando ele se revelou um aliado infiltrado que procurava informações de Marte para passar aos cavaleiros.

É nesse ponto que Medea, mãe de Éden e esposa de Marte, começa a ter uma participação mais ativa do que ser uma simples comentarista das batalhas. Com medo que os bronzes atravessassem as 12 Casas antes do tempo que Marte precisa para o cosmo da Terra ser sugado, ela decide destruir o caminho que liga Libra a Escorpião, obrigando Genbu a utilizar seu cosmo o resto da batalha para impedir que as 12 Casas sejam destruídas.

Um ótimo cavaleiro, seu único problema foi ser colocado no momento errado, em todos os sentidos.

Mas é ainda em Libra que acontece a primeira e mais frustrante Batalha de Mil Dias, aquela em que dois cavaleiros de ouro se enfrentam. Tokisada de Aquário, rival de Haruto e ex-cavaleiro de prata de relógio, é promovido por Medea a cavaleiro de ouro e é mandado para a Casa de Libra, para impedir a passagem dos cavaleiros, mas é facilmente vencido por Genbu, e logo depois disso é morto por Haruto em uma batalha realizada em outra dimensão, visto que a armadura de Aquário foi amaldiçoada (?) com o controle do tempo. Ou seja, mais uma vez, o que mais influenciou na história foi o que aconteceu na tangente das 12 Casas. Forçado ao extremo, os acontecimentos da casa de Libra foram usados para que uma ordem de “chefões” fosse criada nas últimas casas.

A luta em Escorpião poderia ter sido épica e o grande destaque das 12 Casas, porém, as frustrações dos acontecimentos anteriores e a consciência que Souma ainda não tinha condições de protagonizar uma luta final como um cavaleiro de ouro, acabou desmotivando a admiração pela batalha.


Podia ser a melhor personagem da saga. Podia…


Também promovida por Medea, Sonia de Escorpião, a ex-Amazona de prata de Vespa e filha de Marte, enteada de Medea e meia-irmã de Éden, se tornou a representante da armadura da nona casa do zodíaco (meu signo, por sinal). Dona de uma personalidade assombrosamente devota e submissa aos interesses do pai e da madrasta, Sonia sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho para ter a admiração e o carinho que seus responsáveis sempre deram a Éden. O desejo por sempre melhorar, e o excesso de inveja, faziam da personagem uma das mais interessantes para um desenvolvimento psicológico a longo prazo, ainda mais após os flashbacks que mostraram o sofrimento dela ao matar o pai de Souma, Kazuma de Cruzeiro do Sul.


Talvez pelo excesso de protagonistas ou pela falta de planejamento da série a longo prazo, os roteiristas decidiram matar a personagem em sua cega vontade de mostrar seu valor ao pai, logo após Souma despertar o seu sétimo sentido. Mesmo que vilã, a personagem se tornou uma segunda mártir da batalha desmedida de Marte e voltou a chamar a atenção para o fim dessa Guerra sem sentido, ainda que, com sua morte, sua participação se tornou vazia se avaliarmos um plano geral e sem idealismo algum na série, que perdeu uma oportunidade de dar uma importante lição de paternidade à grande maioria de espectadores da velha guarda da franquia.

Um Final Decepcionante: Capricórnio e Peixes

Capricórnio teria sido incluído na parte anterior, se não fosse o fato das batalhas voltarem a ser o foco do enredo com sua participação. Se Genbu foi uma decepção ao se mostrar aliado, Ionia de Capricórnio conseguiu superar qualquer decepção que a série poderia criar, até pior que Ichi de Hidra se voltando contra Atena no arco das Ruínas Antigas: o cavaleiro é um idiota devoto de Atena, com uma ideia distorcida do que é ser um cavaleiro fazer Atena parar de sofrer. E qual a melhor maneira de fazer Saori Kido parar de sofrer? Matá-la e deixar Marte tomando conta do mundo que está um verdadeiro caos (por causa do próprio).

Deixando o Cavaleiro de lado, a luta valeu a pena por mostrar a Kouga o seu cosmo das trevas que Atena havia ocultado ao adotá-lo. Ainda melhor, a batalha ressaltou a importância de Yuna de Águia como amiga do protagonista, já que ela que impediu que ele se entregasse a força das trevas. Prova que Yuna é uma personagem tão interessante, que deveria estar na série oficial, é que apenas ela e Kouga passaram pela Casa de Sagitário e leram o antigo testamento de Aiolos: “Aos valorosos cavaleiros que chegaram até aqui, eu lhes confio Atena”. Além disso, é Yuna também que compra a briga na última das 12 Casas.

Se todo cavaleiro do mal fosse assim….


Amor de Peixes é a concepção ideal do que deviam ser todos os cavaleiros de Ouro inimigos da série: sangue nos olhos, o irmão de Medea mata Mycenas de Leão quando este descobre que ela está manipulando Marte para que ele ressuscite um antigo deus da Mitologia. Além disso, O Cavaleiro que “governa a fascinação e a orientação”, como ele mesmo se denomina, ainda cria avatares dos Quatro Reis Celestiais que combateram junto com Marte na Guerra contra Seiya & Cia (Romulus, Diana, Bachus e Vulcanus) para dar conta de Kouga, Ryuho, Souma e Haruto enquanto ele luta apaixonadamente contra Yuna. Com a audácia da amazona de Águia, ela consegue abrir uma brecha para que Kouga e Éden passem pela casa, abrindo caminho para o arco final, igualmente com o fim de Amor.

Uma pequena viagem interplanetária


A batalha final contra Marte e a conclusão da primeira temporada de Saint Seiya Ômega ficaram para um arco próprio, fazendo da Batalha das 12 Casas uma sequência de acontecimentos apenas para as batalhas contra os cavaleiros de ouro. Apesar de interessantes até certo ponto, os dourados de Ômega e o próprio arco, foram cheios de oscilações, desde a personalidade dos cavaleiros, passando pelo objetivo geral do arco e a própria motivação dos roteiristas, que muitas vezes, pareceram perdidos criando situações que mesmo em um spin-off ficam difíceis de se traduzir como algo que conta o futuro da batalha de Seiya e os cavaleiros de bronze do século XX.

Se em certos pontos os protagonistas puderam se sobressair à falta de razão para sua existência dentro do universo de Saint Seiya (como a batalha de Ryuho contra Paradox ou do papel de Yuna dentro do desenvolvimento da batalha de Kouga contra Ionia), muitas das batalhas serviram apenas para cansar suas imagens, como foi o caso de Haruto e suas “batalhas” contra Mycenas e Tokisada, onde mesmo tendo relações tão próximas de Tokisada com seu passado, o contexto ficou amarrado em demonstrações de poder como fazem uma porrada de shounens padrão por aí.

Se aproveitando do interesse antigo dos fãs que sempre esperaram ver uma nova subida às 12 Casas, esse arco da série Ômega conseguiu se sobressair em audiência, licenciamento e faturamento, algo cada vez mais comum na franquia que cada vez mais parece querer entreter e repercutir, deixando os valores, as lições e, principalmente, os exemplos de amizade e perseverança que cada uma das batalhas contra um signo do Zodíaco tinha no passado.

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Publicado em 2017, Novembro, Saint Seiya, Saint Seiya Ômega

Avaliação Anual – NEET! 2017

Olá Jovens e não tão Jovens!
Como estão? Bem? Estão ficando mais velhos assim como eu fiquei ontem?

Enfim, como parte do nosso processo de renovação para 2018, achei que seria uma boa ideia perguntar a sua opinião, caro leitor, sobre como foi nosso desempenho esse ano e o que espera do próximo. São apenas 6 perguntas, tenho certeza que não vão tomar nem 2 minutos do seu tempo.

Essa avaliação é muito importante para nós descobrirmos o que estamos acertando, o que está errado, e até o que pode estar faltando para assim nosso blog crescer bastante em 2018, afinal nós somos uma potência emergente na blogosfera brasileira não é?

Muito obrigado!!!
Link do formulário: https://goo.gl/ZdTMeg

Publicado em 2017, Novembro, Sem categoria

AnimeTopic #16.1 – Saint Seiya Omega – Palaestra e as Ruínas Antigas

Olá Jovens e não tão Jovens!
Mais uma vez estou aqui, pedindo perdão pelo atraso, mas trazendo provavelmente o post que será mais odiado deste humilde blog… será?


Uma nova lenda tem início!

“Sempre que as forças do mal tentam dominar a Terra, os cavaleiros de Atena surgem para protegê-la e as cortinas de uma nova Guerra Santa se abrem.” Era com essa frase que em em 1986 estreou na TV Asahi o anime que emocionou jovens e adultos no mundo todo durantes os anos 80 e 90.  Se para um japonês isso aconteceu faz mais de 30 anos e para o resto do mundo já tem mais de duas décadas de histórias, para as crianças da década de 2.000 isso nunca parece ter acontecido. A história do Pégaso que subiu aos céus para proteger a sua deusa virou um marco história, mantendo-se na mente dos fãs, mas desconhecido para o público jovem.

Por ser até hoje uma da séries mais rentáveis da Toei Animation, o estúdio de animação tomou uma decisão inesperada no ano 2012: fazer renascer a história dos cavaleiros de Atena em uma série de TV totalmente nova e atualizada no tempo para os dias de hoje, a fim de despertar a identificação com o público mais rentável de animações: as crianças. Assim nasceu Saint Seiya Ômega!

Palaestra

Após uma estreia divisora de águas no segmento de animações japonesas em que a Toei fez simultaneamente uma pré-estreia em cinemas de cinco países (Brasil, França, China, Coréia do Sul e é claro, Japão) espalhados por todo o globo, o primeiro episódio refletiu muito bem o que seria toda a série: uma nova história empolgante com potencial de marcar uma geração mas que não tem uma razão de existir.

O tempo sempre foi um elemento curioso em Saint Seiya. Fora a localização histórica das Guerras Santas, o ano nunca refletiu muita coisa, já que o cenário e o desenvolvimento da história sempre acontece em lugares idealizados, distantes da realidade propriamente dita. Foi uma boa jogada de marketing fazer como Masami Kurumada, o autor do mangá original, fez nos anos 80, localizar o tempo-espaço na época presente, fazendo com que o espectador se aproxime da história, no caso de Ômega, o ano de 2012.

E o cenário segue a mesma premissa do tempo escolhido: para o primeiro arco não poderia ter sido outro senão um que privilegiasse uma pronta identificação do leitor, uma típica escola japonesa. Após Atena ser sequestrada pelo vilão Marte, o novo protagonista da série, Kouga, vai com a recém herdada armadura de Pégaso para o local de treinamento dos novos cavaleiros: a escola Palaestra.

A rebelde Yuna de Águia se recusa a usar a máscara de amazona.

Fazer amigos, aprender um mundo novo, desenvolver a auto-disciplina. Uma escola ensina tudo isso e muito mais, ainda mais numa escola com alunos múltiplos países, de variadas histórias e centenas de contextos sociais. E mais uma vez a Toei acertou para o seu propósito: além de deixar o violento Santuário da Grécia com uma cara de colegial (o mais comum entre a variada gama de animes atuais), as diversas nacionalidades dos alunos cavaleiros aproximam os espectadores de todo o mundo à história de Ômega.

Se o japonês Kouga é o típico protagonista problemático que aprende a superar desafios numa mistura dos estilos dos mocinhos ocidentais e orientais, é o brasileiro Souma de Leão Menor que faz o papel de admirador da história dos cavaleiros e o esperançoso personagem inocente que toda boa história deve ter.

Além do passado de cada um intervir em sua personalidade, o conflito de ideias com o restante da equipe de protagonistas vai desenvolvendo os personagens nesse arco. A rebelde francesa Yuna de Águia (sim, uma amazona de águia igual a Marin, mas com armadura de bronze ao invés de prata) que se recusa a usar a máscara de amazona e o silencioso chinês Ryuho de Dragão, filho de Shiryu com Shunrei, vão descobrindo, junto a Kouga e Souma o quanto a vida de um cavaleiro pode ser dura, a medida que Palaestra vai sendo tomada por Marte com o passar dos episódios.

Em um ritmo interessante porém previsível e com formato fechado de episódios, as referências a saga original são feitas de forma criativa e respeitando a obra original, com direito a um torneio de cavaleiros de bronze, onde em meio a diversos cavaleiros originais de constelações nunca antes exploradas, se destaca Éden de Órion, o favorito a ganhar o torneio e se tornar um cavaleiro de prata.

O arco da Palaestra teve a função de apresentar os personagens da história.

Um novo Pégaso!

O primeiro arco satisfaz e tem seus pontos altos. Para os fãs mais antigos, sempre que as referências a série clássica são feitas, momentos de exaltação são criados, e para os novos fãs o conhecimento de um universo rico e até então novo, enche os olhos com a qualidade de animação que não se via da Toei a anos.

As mudanças estruturais e os conceitos quebrados podem incomodar os fãs mais antigos, mas se adaptam a nova geração e apesar da razão de existir da série ainda não estar muito clara nesses primeiros 10 episódios que montam esse primeiro arco, e o vilão ainda parece muito capenga se comparado a Saga de Gêmeos, Éris, Poseidon, Abel, Hades ou outros que Seiya e os outros já enfrentaram, mas se o objetivo deste spin-off era reascender a chama da série num novo público, a Toei fez um belo trabalho com a série.


Bronze, Prata e Ouro

Falar de valor é algo muito relativo. É muito difícil saber quanto valor um objeto tem, seja comercial ou emocional. Assim como também é difícil fazer a avaliação medindo as qualidades e as virtudes de uma pessoa. Em Saint Seiya Ômega, o grupo protagonista teve a chance de compartilhar um mundo novo durante o arco das Ruínas Antigas, e os roteiristas a chance de valorizar seus personagens.

Novo grupo, Novas Poses

Uma das características que mais marcaram o universo de Saint Seiya é a classificação das armaduras que os guerreiros de Atena vestem. No topo da hierarquia estão os cavaleiros de Ouro, lutadores que dominam a essência do cosmo em seu nível mais elevado. O nível intermediário é formado pelos cavaleiros de prata, com tarefas que variam desde líderes de missões a treinamento de aspirantes. E no mais baixo nível estão os cavaleiros de bronze, que propositalmente, são os protagonistas da série clássica e da série Ômega.

Colocando os protagonistas no nível mais baixo, Masami Kurumada escolheu fazer com que seus personagens percorressem um caminho que se tornou referência na hora de montar a base de um mangá shounen moderno: a superação de limites e o amadurecimento físico e psicológico dos personagens, fazendo com que o bronze alcançasse o ouro mesmo que ainda seja bronze.

Em Saint Seiya Ômega, a escolha foi bem parecida para a construção da linha evolutiva da história: Kouga, o atual cavaleiro de Pégaso, enfrentou em Palaestra vários cavaleiros de bronze para chegar até o segundo arco da história apto para enfrentar cavaleiros de prata.

Se a linha de pensamento parece lógica e plausível, a execução da ideia demorou um pouco para ser transmitida corretamente ao espectador, mas todo o desenvolvimento do arco das Ruínas Antigas foi muito bom para o amadurecimento do roteiro e começar a fazer o que Kurumada sempre fez desde o primeiro capítulo do primeiro mangá de Saint Seiya.

O Vilão e seu Plano

Tendo início logo após Seiya de Sagitário salvar Kouga e os outros cavaleiros de bronze da morte pelas mãos do vilão Marte, quando este invadiu Palaestra, o arco das Ruínas Antigas começa quebrando mais paradigmas da série clássica e acrescentando novos elementos ao enredo.

Após destruir todo o Santuário da Grécia e erguer a Torre de Babel, Marte passa a utilizar cinco ruínas elementais para “sugar” o cosmo da Terra, e alimentar sua Torre com todo o poder que ele precisa para concluir seus planos malignos. Para que a vida na Terra não desapareça, é necessário que um cavaleiro do mesmo elemento que cada Ruína destrua seu núcleo após vencer os guardiões de Marte, pois em cada uma delas existem cavaleiros de prata traidores de Atena que apoiam a causa do marciano.

Dois novos personagens entram para a equipe de Kouga: Haruto de Lobo, um cavaleiro de bronze que Kouga libertou de Palaestra antes de serem salvos por Seiya, e Ária, a candidata de Marte para se tornar a nova deusa Atena.

Um cavaleiro que leva um grande peso consigo, disposto a defender a última esperança da Terra

Haruto é um ninja (que não usa bandana), o que pode parecer estranho num primeiro momento. Assumindo o papel de personagem frio da história, o passado do cavaleiro é marcado por muitas desgraças envolvendo seu irmão e sua antiga vila ninja. Mesmo sendo totalmente fora de contexto, o personagem serve para dar uma nova dimensão a Saint Seiya e novos laços com a cultura japonesa, que nunca foi colocada em primeiro plano (afinal de contas, você nunca se perguntou o que três garotos japoneses, um chinês e um russo estavam fazendo na Grécia?).

Ária não só é dona de um esplêndido cosmo do tipo luz, como alguém que completa o time perfeitamente, já que sua personalidade é o total oposto de Yuna, sempre muito calma, serena, bondosa e frágil. Além de ser a personagem um componente essencial para que os cavaleiros de bronze consigam desfazer as ruínas dos elementos, ela ainda é o gancho essencial para o início e o surpreendente final do arco.

Revelações com os cavaleiros do passado

Novos conceitos, novos personagens, novos vilões, tudo novo! Mas o que se destaca durante o arco das Ruínas Antigas é o encontro dos protagonistas com os personagens da velha geração.

Além de justificarem o porquê de estarem fora de batalha, dar um pequeno panorama da Guerra Santa e da luta contra Marte, revelar que um meteoro trouxe Kouga e Ária do espaço, e de quebra ampliar os poderes do vilão de cabeça quente e alterar a forma das armaduras para joias, são eles que fazem o papel de amadurecer os jovens cavaleiros em sua jornada rumo ao encontro de Atena.

Shun de Andrômeda, que virou um curandeiro de um vilarejo perto da Ruína da Terra, é quem mostra a Ryuho de Dragão a importância de valorizar e confiar na amizade durante uma batalha.

Jabu de Unicórnio, que, ao que parece, se aposentou de ser cavaleiro após receber a maldição do golpe de Marte, faz com que o ódio que Souma de Leão Menor sente por Sonia, a filha de Marte, seja controlado.

Shiryu de Dragão, que permanece sem os sentidos nos Cinco Picos Antigos de Rozan, é quem motiva Haruto de Lobo a enfrentar seu passado e tomar o controle daquilo que acredita.

E por fim, é Hyoga de Cisne que precisa mostrar a Kouga que de nada adianta se lamentar por ter perdido tudo o que ama, pois é na fé e na esperança de um mundo de paz que os cavaleiros fazem elevar seu cosmo ao máximo (finalmente depois de décadas chamando pela mãe, o Hyoga superou isso)!

Apenas Yuna foi quem ficou dependendo de um exemplo original da série. Sua mestra Pavlin de Pavão foi assassinada por três cavaleiros de prata numa luta injusta e covarde, fazendo com que a guerreira acredite mais em seus ensinamentos do que em regras do Santuário impostas às mulheres. Além disso, é com o jeito infantil e curioso de Ária que Yuna aprende os valores femininos e como uma mulher, mesmo lutando pela justiça, deve manter seu lado frágil para não acabar perdendo sua sensibilidade com os pequenos, porém belos, detalhes da vida.

As ligações de Yuna e Haruto com Marin de Águia e Nachi de Lobo são ignoradas, provavelmente nem existam. Ikki de Fênix só apareceu nas lembranças dos outros cavaleiros, e mesmo Geki de Urso estando preso na armadilha de Marte, um quinto elemento da turma das antigas aparece para ser sensibilizado por Ária, pois diferente de seus nove companheiros de Guerra Galáctica, Ichi de Hidra Fêmea acabou se rendendo ao lado negro da força.

Tá, Ichi nunca foi um personagem muito popular, mas que os roteiristas pegaram pesado com sua participação, isso sim, pois mesmo ele não teria se submetido ao que se submeteu em Ômega, onde teve sua personalidade totalmente refeita.

Sonhando em se tornar o cavaleiro mais forte (e mais belo, por que não?) de Atena, o antigo cavaleiro de bronze de Hidra Fêmea aceita de Marte a armadura de prata de Hidra Macho para vencer os cavaleiros de bronze enquanto estavam indo à Ruína da Água. No fim, o cavaleiro parece se arrepender, mas mesmo pegando o fã das antigas desprevenido com esse contexto para o personagem, é muito contestável até que ponto uma nova série deve alterar a personalidade original do personagem para apresentá-lo para uma nova geração de fãs.

Se adaptando ao horário

Mesmo passando às seis e meia da manhã de domingo no Japão, Saint Seiya Ômega rendeu boa audiência durante a exibição do arco das Ruínas Antigas, tendo seus picos nos episódios com participação de Shun e seus amigos. Isso fez com que a Toei esticasse um pouco o arco, trazendo alguns episódios desnecessários, sendo o principal o episódio em que os seis protagonistas viram empregados em um estabelecimento comercial (se bem que parando pra pensar, na saga clássica isso era feito nos filmes da franquia né…).

Outro ponto é a banalidade com que os inimigos aparecem e desaparecem. Muitos cavaleiros de prata foram criados, mas mal puderam mostrar a que vieram, pois, se no início os primeiros trios de prata que enfrentavam os cavaleiros duraram três ou quatro episódios, muitos outros morreram facilmente com um ou outro golpe dos bronzes, algo que além de estranho, não parece ter sido aplicado no tempo correto para o desenvolvimento de poder dos personagens.

Aqui, Shun assume um papel de destaque, como um guia para os jovens cavaleiros

Na série clássica, um dos pontos importantes sempre foi como o vilão era marcante. Não é bom para uma história como essa, em que os fãs aguardam fervorosamente que uma nova constelação apareça junto com o inimigo para poder conhecê-la, que acabe tão rápido, devido ao formato de episódio fechado que foi escolhido para fazer a história, sempre com começo, meio e fim, no enredo próprio do episódio, deixando uma curta linha de raciocínio para o próximo.

Além disso, a Toei pecou várias vezes ao acabar ampliando os destinos dos personagens fazendo-os se separar de Ária, que em teoria é quem mais deveriam proteger, tanto por sua fragilidade quanto porque sem ela não é possível desfazer o funcionamento das ruínas (se bem que os bronzes clássicos nunca foram especialistas em proteger Atena, tanto que a moça vivia sendo raptada). A coisa chega a tal ponto que Kouga e Yuna ficam sozinhos com Ária, abrindo brecha para Éden de Órion recuperar sua noiva e levá-la de volta até a Torre de Babel, onde está a família do cavaleiro, sua irmã Sonia, e seus pais Marte e Medeia.

O relacionamento do garoto com sua família é um dos destaques do arco. Éden sempre admirou a força e a sabedoria de seus pais, e sempre cresceu tendo sua irmã Sonia de Vespa, amazona de prata que lidera todos os cavaleiros abaixo da classe de ouro, como exemplo a ser seguido. Porém, enquanto seus laços com Ária e a experiência com Kouga e os outros se intensifica, Éden em muitas situações fica em cheque ao julgar as atitudes do pai.

Os flashbacks que vão contando a personalidade do cavaleiro revelam sua personalidade fraca por trás do título de cavaleiro de bronze mais poderoso. Éden está em uma busca constante por aprovação dos pais, quer ser reconhecido e quer, no fim das contas, formar uma família melhor que a sua, embora o condicionamento sofrido durante sua juventude tenha o tornado em alguém tão parecido a Marte.

Fim de temporada, enfim Cavaleiros!

Uma característica marcante nos animes shounens, e principalmente em Saint Seiya, é a superação de obstáculos. Mesmo mais fracos que aqueles que enfrentam, Seiya & Cia sempre tiveram a determinação que era exigida para aprender a controlar o infinito cosmo que todo ser humano tem para conseguir, nem que por um milésimo de segundo, superar e vencer o inimigo.

Um dos incômodos no arco das Ruínas Antigas foi a falta de superação dos personagens. Se for para refletir os acomodados jovens dos anos 2010 ao invés dos revolucionários dos anos 1980 foi algo genial, mas se for apenas algo aleatório da série foi um erro. Kouga e os outros venciam, mas não por superação, sim por contar com a ajuda de um cavaleiro veterano (como Shun de Andrômeda) ou por unirem seus golpes para vencer em dupla um único inimigo.

Felizmente, no fim do arco, que também marcou o fim da primeira temporada, os protagonistas finalmente puderam ganhar a honra de serem chamados de Cavaleiros de Atena.

Enfim ocorre a coroação. Agora sim, verdadeiramente Defensores de Atena!

Enfrentando Marte aos pés da Torre de Babel, os elementos coletados nas Ruínas Antigas geram uma espécie de báculo para Ária. A confiança de Ária em assumir a linha de frente na batalha que parecia estar perdida para Kouga, Souma, Yuna, Ryuho e Haruto começa a ganhar vida e os cavaleiros de bronze passam a ter uma postura heroica num texto muito mais próximo aos de Masami Kurumada.

E para finalizar com chave de ouro, a surpreendente morte de Ária pelas mãos de Marte, que diz ter conseguido o que queria ao pegar o báculo da garota, finalmente consegue refletir o que é esse anime para a nova geração de fãs: uma série extremamente criativa, mas também cheia de razão de ser, pois não está amarrada a propósitos vazios, mas nos sentimentos que movem o ser humano a sempre ir em frente, independente das perdas sofridas.

O arco como um todo foi uma chance que os roteiristas tiveram, ao somar tudo o que aconteceu com os personagens, para amadurecer a personalidade de cada um deles e prepará-los para possíveis novos combates que exijam muito mais deles como personagens para conseguir prosseguir a série. Mais que isso, foi uma oportunidade dos próprios roteiristas amadurecerem seus conceitos sobre o universo de Saint Seiya para continuar com uma história tão épica quanto foi a de Saori, Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya.

Publicado em 2017, Novembro, Saint Seiya, Saint Seiya Ômega

Reload! #07 – Henshin+


Olá Jovens e não tão Jovens!
Quanto tempo sem Reload! né? eu tenho andado meio omisso mesmo….

Mas o período ENEM já passou, e agora meu quadro vai voltar, junto com outros novos que começarão em breve, fiquem ligados!


O Evento


Domingo rolou mais uma edição do​ ​Henshin+​, da editora JBC, reunindo apaixonados por mangás em um encontro único. A edição desse ano incluiu o lançamento oficial dos mangás Battle​ ​Angel​ ​Alita​ ​-​ ​Gunnm Hyper​ ​Future​ ​Vision​ ​#01​ e Coin​ ​Laundry​ ​Lady​, que chegaram com exclusividade para a “Lojinha JBC”, uma novidade para o evento. Nos anos anteriores, a JBC promoveu seu Henshin+ em espaços de livrarias parceiras, então não era tudo tão livre, mas como agora foi em um local próprio ela pôde inaugurar sua própria loja no evento, um espaço repleto de mangás famosos a preços incrivelmente baixos. A segunda edição de Samurai 7, também lançamento do evento, estava pela metade do preço!

Mangás mais antigos da editora também tiveram grandes descontos: volumes antigos de Ranma 1/2 e Bakuman estavam saindo por 4 reais. Em um determinado momento do evento, Del Greco (um dos editores-chefe da JBC) anunciou que acharam o primeiro volume de Next Dimension e estavam vendendo a 4 reais! (e eu aqui querendo achar pelo menos um na banca…)

A Crunchyroll aproveitou esse evento para transmitir alguns animes cujos mangás são publicados pela JBC. Ao final da sessão, o representante do serviço de streaming exibiu o primeiro capítulo de Yamada-kun to Nananin no Majo dublado, que foi muito elogiado pelo público.

Ao final de uma palestra com os editores e alguns convidados, foi feito todo um clima de mistério para revelar um título que eles “aparentemente” obtiveram a confirmação de publicação esta semana. Após alguns vídeos de enrolação, que fizeram muita gente acreditar que não iria ter mais anúncio algum, foi exibido um vídeo de Hokuto no Ken que fez a plateia que restou vibrar de emoção. Acontece que não foi um anúncio de surpresa para o público, e já explicarei o por quê.


Anúncios e “Surpresas”!



Platinum End

Gênero: Drama, Shounen, Sobrenatural, Psicológico
Autores: Takeshi Obata (Arte), Tsugumi Ohba (História)
Status: Em Publicação
Serialização: Jump SQ (Shueisha)
MAL: Aqui! 
Sinopse: Após a morte de seus pais, o jovem Mirai Kakehashi é deixado aos cuidados de seus parentes abusivos. Desde então, tornou-se sombrio e deprimido, levando-o a tentar suicídio na noite de graduação da escola secundária. Mirai, no entanto, é salvo por uma garota chamada Nasse, que se apresenta como um anjo da guarda que deseja dar-lhe felicidade, concedendo-lhe poderes sobrenaturais e uma chance de se tornar o novo Deus. Para ganhar a posição, ele deve derrotar 12 outros “candidatos a Deus” dentro de 999 dias. Logo, Mirai começa uma luta para sobreviver enquanto uma batalha aterrorizante explode entre ele e os candidatos que procuram obter o maior poder do mundo.



Comentários: 
Aizawa: A sinopse com certeza não traz nada inovador, nada muito diferente do que está no ar por aí. Eu confesso que nunca li Death Note nem Bakuman, mas o pouco que assisti do anime de Death Note, algumas cenas soltas, me fez ficar interessado, só me falta a coragem pra ver tudo. E acho que é nisso que a JBC tá apostando: Pegar o leitor desprevenido não botando fé na obra, e achar algo muito interessante. Espero muito que isso aconteça, faz tempo que não acompanho nada!
Kakeru: Leio esse mangá e confesso que acho ele mediano, gostei do começo, mas acho que a dupla foi perdendo um pouco a mão com o tempo. De toda forma, é um trabalho dos autores de Death Note e Bakuman (quer referências melhores?), então somando isso a eu já acompanhar o titulo a compra é certa! Só espero que a história melhore até o final (aposto que acaba em no máximo dois anos) e não duvido que haja um anúncio de anime para o ano que vem! JBC não dá ponto sem nó, o próximo anúncio é um exemplo claro disso.

Hokuto no Ken(!!!)

Gênero: Ação, Drama, Artes Marciais, Shounen, Sci-Fi
Autores: Tetsuo Hara (Arte), Buronson (História)
Status: Finalizado
Serialização: Weekly Shounen Jump
MAL: Aqui! 
Sinopse: O ano é 199X. A Terra foi devastada pela guerra nuclear. Os mares secaram e a terra está rachada e desolada. A maioria das coisas vivas no planeta se tornaram extintas para além da raça humana. Nesta nova era, a violência governa à medida que a civilização se perde e a força governa os fracos em um mundo onde alimentos e água são a única coisa com valor. Neste momento, um homem misterioso chamado Kenshirou aparece com sua arte marcial mortal, o Hokuto Shinken de 2000 anos. Com seu estilo mortal eliminando o mal, ele é o salvador da nova era?


Comentários:
Aizawa: No dia 10 de março do ano passado, o Jbox soltou a notícia de que a JBC iria publicar Hokuto no Ken. Os otakus ficaram furiosos na época e começaram a xingar o site por ter vazado. Desde então, a publicação do mangá estrelado por Kenshiro virou piada recorrente. O que dizer agora que foi anunciado? Chupa Haters?
Enfim, a JBC tem um pote de ouro nas mãos, só fazer um bom trabalho na confecção do mangá, é sucesso garantido. E que isso seja a abertura para outras obras antigas em falta no Brasil.
Kakeru: Confesso que mal conheço Hokuto no Ken e ao ver uma imagem com o anúncio pensei rapidamente que era JoJo (tal é a minha vontade que JoJo venha para cá rs). O que esperar de um battle shounen clássico cheio de sangue, pancadaria e uma pegada meio trash? Espero que seja um grande sucesso aqui no Brasil, pois era um título bem pedido pelos colecionadores e se eles sumirem agora com desculpa de traço datado ou história ruim seria muito triste. Aliás, foi anunciado recentemente um anime relacionado a franquia (notícia que você pode conferir aqui) então tudo está coincidindo para tornar Hokuto no Ken algo cool para a geração atual, o que eu apoio e acho bacana. Que o título seja porta de entrada para o lançamento de mais séries clássicas aqui no Brasil! Sobre a história, espero que ela tenha ótimas lutas e todo o jeitão de um shounen dos anos 80. Eu adoro Cavaleiros do Zodíaco, devo gostar de Hokuto no Ken também.


Publicado em 2017, Henshin, JBC, Novembro, Reload!

Resumo de Notícias: 05/11 a 11/11


Anime da Light Novel sobre Universitária e Restaurante para Onis, “Kakuriyo no Yadomeshi”, Anunciado




Um site teaser para a light novel Kakuriyo no Yadomeshi lançou e anunciou que a light novel de Midori Yuuma receberá adaptação em anime para a TV em 2018.

Kakuriyo no Yadomeshi é uma série de light novels escrita por Midori Yuuma e ilustrada por Laruha que começou a ser lançada através do Fujimi L Bunko de Kadokawa em abril de 2015. Existem 6 volumes lançados, com o 7º volume a ser lançado em 15 de novembro. A história é sobre uma estudante universitária, Aoi Tsubaki, que é forçada a se casar com um Oni porque seu avô tem uma dívida e abre um restaurante chamado Kakuriyo para servir Ayakashi como Onis e raposas.

Site da Light Novel:
http://www.fujimishobo.co.jp/sp/201601kakuriyo/
Site oficial: http://kakuriyo-anime.com/
Twitter oficial: @kakuriyo_anime
Página oficial do Facebook: @kakuriyo.anime



Sword Art Online e Koe no Katachi são pré-indicados ao Oscar 2018



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood soltou a lista oficial com os filmes na categoria de Melhor Longa de Animação no Oscar 2018. 27 produções foram pré-selecionadas.

A lista final será divulgada no dia 23 de janeiro de 2018. A edição 2018 do Oscar acontece no dia 4 de março do ano que vem.

A surpresa, para a maioria das pessoas, foram os diversos títulos japoneses na lista (em negrito), incluindo o filme de Sword Art Online: Ordinal Scale e Koe no Katachi.

Lista com os pré-indicados:



– The Big Bad Fox & Other Tales
– Birdboy: The Forgotten Children
– O Poderoso Chefinho (The Boss Baby)
– The Breadwinner
– Captain Underpants The First Epic Movie
– Carros 3
– Cinderella the Cat
– Viva – A Vida é uma Festa
– Meu Malvado Favorito 3
– Emoji: O Filme
– Ethel & Ernest
– O Touro Ferdinando
– The Girl without Hands
In This Corner of the World
– Lego Batman: O Filme
– Lego Ninjago
– Loving Vincent
Mary and the Witch’s Flower
– Moomins and the Winter Wonderland
– My Entire High School Sinking into the Sea
Napping Princess (Hirune Hime Shiranai Watashi no Monogatari)
A Silent Voice (Koe no Katachi) 
– Os Smurfs e a Vila Perdida
– A Estrela de Belém (The Star)
Sword Art Online: The Movie – Ordinal Scale 
– Window Horses The Poetic Persian Epiphany of Rosie Ming

Mangá “Ashita wa Doyoubi”, Spin-off de “Karakai Jouzu no Takagi-san”, Terá Anime

A edição de dezembro da revista Gessan anunciou que o manga de Souichirou Yamamoto, Ashita wa Doyoubi, receberá uma adaptação em anime na TV. Os membros do elenco também foram anunciados.

Elenco:
Mina: Konomi Kohara (Mahoujin Guruguru (2017))
Yukari: Mao Ichimichi (M.A.O) (Action Heroine Cheer Fruits)
Sanae: Yui Ogura (UQ Holder!: Mahou Sensei Negima! 2)
Nakai: Yuuma Uchida (Macross Δ)
Mano: Kotori Koiwai (Non Non Biyori series)
Takao: Nobuhiko Okamoto (Juuni Taisen)
Kimura: Fukushi Ochiai (Hai to Gensou no Grimgar)
Tanabe-sensei: Hinata Tadokoro (Owarimonogatari)

Ashita wa Doyoubi é um spin-off de Karakai Jouzu no Takagi-san, que foi serializado entre novembro de 2014 e novembro de 2015, através da Yomiuri Chuu Kousei Shinbun, um jornal semanal para estudantes do ensino médio. O mangá teve dois volumes via Gessan Shounen Sunday Comics da Shougakukan. 


O mangá foca em três garotas: Mina, Yukari e Sanae como personagens principais, e se passa na mesma escola secundária da série principal, que também possui Takagi e Nishikata. A série principal está prevista para o Inverno (janeiro) de 2018.

Mangá “Yuragisou no Yuuna-san” Terá Anime


A 50° edição deste ano da revista Weekly Shounen Jump anunciou que o mangá Yuragisou no Yuuna-san receberá uma adaptação em anime. Mais informações serão anunciadas nas futuras edições da revista.

Sinopse: Fuyuzora Kogarashi tem habilidades espirituais, e foi possuído por fantasmas desde que ele era criança. Isto causou uma série de problemas em sua vida, mas agora ele aprendeu a lutar contra os maus espíritos! Infelizmente, ele agora é muito pobre, sem-teto, mas tem esperança de uma vida escolar normal. Em sua busca por uma moradia, apresentam a ele uma pensão muito barata chamada Yuragi-sou, que antigamente era uma popular pousada de fontes termais. A pensão é barata porque a casa está assombrada pelo espírito de uma estudante do ensino médio, cujo cadáver foi encontrado lá.


Kogarashi não pensa que isso vai ser um problema para ele, e o resto dos inquilinos da casa parece ser mulheres sexys. Enquanto relaxa nas fontes termais, porém, ele acha que há um problema com seu plano de banimento de fantasmas; O fantasma de Yuragisou é uma menina de 16 anos chamada Yuna, que vive no quarto dele. Kogarashi não deseja ferir uma garota fantasma e, em vez disso, ele acaba concordando em ajudá-la a descobrir seu negócio inacabado. Dessa forma, ela pode se mudar para a vida após a morte antes de virar o mal e cair no inferno. Uma vez que está claro que ele está bem com Yuna, os outros inquilinos revelam seus próprios segredos sobrenaturais – sua vida em Yuragisou está longe de ser comum!

Yuragisou no Yuuna-san é desenhado por Tadahiro Miura e começou sua serialização via Weekly Shounen Jump em fevereiro de 2016. A série atualmente tem oito volumes lançados, com o último lançado em 2 de novembro.

Manga Josei de Comédia Romântica, “3D Kanojo”, Terá Anime


Uma adaptação em anime para a televisão do mangá 3D Kanojo de Mao Nanami está prevista para o próximo ano. A data de estreia, elenco e outros detalhes serão anunciados no futuro.

Sinopse: Tsutsui Hikari é um otaku, e ele evita principalmente a vida social. Hikari tem apenas um amigo na escola, que também é um desajustado social, ele é ridicularizado brutalmente pela maioria de seus colegas de classe por ser assustador e estranho. Um dia, ele acaba tendo que limpar a piscina de escola com Igarashi Iroha, que parece ser muito bonita e tudo o que ele odeia em meninas da vida real. Ela ignora a escola, tem uma forma contundente, não tem amigos do sexo feminino e parece o tipo de ser promíscua. No entanto, ela é amigável com Hikari e mesmo se levanta para as pessoas que fazem o divertimento dele. Amargura e desconfiança questões do Hikari leva a dizer coisas muito duras para Iroha, mas ela nunca o achou assustador. Depois de um tempo, ele começa a olhar como Iroha pode tornar-se sua primeira na vida real, a namorada 3D! Será que ele vai ser capaz de lidar com isso?


O mangá de comédia romântica foi publicado na revista Kodansha Dessert de julho de 2011 a maio de 2016, e a Kodansha publicou a série em 12 volumes compilados.


A Warner Bros. Japão anunciou em julho que também lançará uma adaptação em filme live-action em 2018. Ayami Nakajou e Hayato Sano estão estrelando como Iroha e Hikari, respectivamente.


Outras Notícias:


– Segunda temporada de Osomatsu-san terá 4 episódios curtas especiais lançados com o BD/DVD

– Novos PV1 e PV2 de Haikara-san ga Tooru – Benio, Hana no 17-sai

– Anime Ito Junji: Collection irá estrear dia 5 de janeiro

– Anime de Ballroom e Youkoso irá ultrapassar a história do mangá

– Novo PV de Donten ni Warau Gaiden liberado

– Novo PV do anime Uchuu yori mo Tooi Basho revela estreia em janeiro de 2018

– Novos PV e CMs (CM1, CM2) de Darling in the Franxx liberados

– Light Novel Campione! irá terminar em dezembro no 21° volume

PV de Miira no Kaikata liberado

– Sexto e ultimo filme de Digimon Tri irá estrear dia 5 de maio

– Novo PV de Itsudatte Bokura no Koi wa 10-Centimeters Datta. liberado

PV de Overlord 2 liberado

– Anime Toji no Miko irá estrear dia 5 de janeiro

– Filme Kono Sekai no Katasumi ni terá versão estendida

– Eromanga-sensei terá OVA em 2018, um PV foi liberado

Publicado em 2017, Anime, Mangá, Novembro

AnimeTopic #15 – Gosick


Mais uma semana chega ao fim, e trago a vocês, caros leitores que acompanham o NEET!, mais uma indicação de anime. Desta vez um título muito especial para mim: Gosick
Não, ele não é da temporada atual, na verdade já faz alguns anos desde que ele foi lançado (2011), mas estou o indicando por seu valor intelectual e artístico para o mundo dos animes, e é isso o que veremos logo abaixo na análise dessa semana.


Sinopse

Kazuya Kujou é um estudante estrangeiro na Saint Marguerite Academy, um internato de luxo em Sauville, um país do sul da Europa. Originalmente do Japão, seus cabelos negros e olhos castanhos escuros fazem com que seus colegas o evitassem e lhe deem o apelido de “Ceifador Negro”, baseado em uma lenda urbana popular sobre o viajante que traz a morte na primavera.

Em um dia como qualquer outro, Kujou visita a biblioteca extravagante da escola em busca de histórias de fantasmas. No entanto, seu foco logo muda quando ele fica curioso sobre um fio de cabelo dourado na escada. Os degraus o levam a um grande jardim e uma linda garota conhecida como Victorique de Blois, cuja visão complexa e imaginativa permite que ela preveja seu futuro.

Com mais mistérios se desenvolvendo rapidamente – incluindo a aparição de um navio fantasma e um alquimista com o poder da transmutação – Victorique e Kujou, vinculados pelo destino e suas habilidades únicas, não têm escolha senão confiar um no outro.


O Enredo

A historia do anime é a mesma contada na Light Novel na qual foi inspirado, escrita por Kazuki Sakuraba e ilustrado por Hinata Takeda, que infelizmente faleceu em Janeiro desse ano (2017), confira uma homenagem a ela clicando aqui. (Estou traduzindo a Light Novel, em breve trarei os dois primeiros capítulos em Português).

Para quem leu a Light Novel sabe que não há tanta diferença de adaptação, pois o diretor da versão animada trouxe vários elementos originais da Novel para a obra, porém é claro de forma bem resumida e com menos diálogos. Se eu fosse resumir Gosick em uma frase, eu diria que é um “Sherlock Holmes Japonês”. Porém, apesar da “investigação” ser o tema principal, o foco também é dado ao romance dos nossos dois protagonistas Victorique e Kazuya.

No primeiro episódio, Kazuya chega ao reino de Sauville para fazer intercâmbio, e lá ele fica sabendo que uma colega de classe habita em uma gigantesca biblioteca em formato de torre. Então ele ganha a missão de entregar a ela os trabalhos do semestre, pois a mesma nunca compareceu as aulas, e assim se inicia a aventura e romance dos dois.

O que gostei bastante foi o clima de mistério e suspense que o anime traz, as melodias e expressões dos personagens conseguem reproduzir muito bem isso, sem falar que o primeiro caso a ser solucionado se passa em um navio misterioso. Tem algum cenário mais assustador que um navio fantasma em alto mar?

Porém nem tudo é um mar de rosas, pois tanto na Novel quanto no anime a forma que os casos são apresentados são muito supérfluos e dificilmente possuem uma explicação lógica, muitas vezes você fica pensando de onde aquele personagem saiu e acaba até ficando meio perdido, esperando que seja explicado no fim do episódio. Até que chega no fim e esses furos de roteiro não são explicados, e você fica a ver navios (trocadilho bem bolado hein?). Mas não são todos que são assim, muitos deles são bem elaborados e o mistério demora uns três episódios para ser resolvido.


Os diálogos são apresentados de uma forma culta e inteligente, Victorique é um gênio, e parece não ter medos e nunca falha, porém ao longo dos episódios vamos vendo o lado frágil dela, seus medos, suas angustias e sentimentos que ela vai deixando fluir aos poucos. Acredito que foi uma boa ideia terem introduzido o irmão dela, que dá um ar mais realista a série, todo romance tem aquela pessoa chata pra atrapalhar né?
A arte

Pois bem, partindo da premissa de que o anime foi produzido pelo estúdio Bones, a mesma responsável por Boku no Hero Academia, já dá para se ter uma ideia de como é a animação dessa obra. E realmente não deixa a desejar, apesar de ter sido lançada há 6 anos atrás, conta com cores vibrantes e traços bem definidos. Quem não sabe o ano de lançamento pode achar que foi lançado esse ano mesmo, devido a sua dedicação nos detalhes gráficos. Os ricos detalhes são mostrados nas roupas da época como o vestido de Victorique por exemplo.

O tema de abertura é um show à parte. A música apresentada é “Destin Histoire” de Risa Yoshiki para os primeiros 12 episódios, onde vemos cenas de ação, suspense e romance entre Victorique e Kazuya. O encerramento nos traz uma música mais melancólica, dando contraste ao estilo gótico da época em que se passa a história.


Conclusão

Já vi outros sites falando mal de Gosick, mas eu discordo muito da opinião deles, pois não dá para se esperar um romance com Shakespeare em um anime, é o mesmo que assistir uma novela mexicana e ficar comparando com uma novela da Globo. Os romances japoneses são cheios daqueles velhos clichês e isso vai continuar até o fim, não vai mudar, se mudar vai perder o público. 

Temos que entender que as obras japonesas são feitas pensando nos gostos dos jovens japoneses, afinal esse é o maior público e que gera mais lucro, e isso envolve toda uma cultura que foi desenvolvida ao longo dos séculos. Enfim, Gosick é um anime com algumas falhas, mas que são compensadas pelo enredo e incrível animação, com várias referências a obras conhecidíssimas como Sherlock Holmes. Traz o romance entre uma menina superdotada e um jovem estudante japonês que, com aventuras e mistérios, é contado de forma poética e inteligente.
Avaliação

Direção: 
7/10
Roteiro: 7/10
Trilha Sonora: 9/10
Animação: 10/10
Personagens: 10/10


Ficha Técnica

Fonte: Light Novel
Gênero: Mistério, Histórico, Drama, Romance
Estreia: 08/01/2011
Diretor: Hitoshi Nanba
Estúdio: Bones (FMA, FMA: Brotherhood, Noragami)
Episódios: 24

MAL: Aqui!
Publicado em 2017, AnimeTopic, Novembro

Resumo de Notícias – 22/10 a 28/10








Godzilla: Monster Planet ganha trailer completo



A TOHO divulgou o trailer completo da primeira parte da trilogia de filmes animados de Godzilla, intitulada Godzilla: Monster Planet (Godzilla: Kaijuu Wakusei). O trailer traz uma versão futurista da história dos humanos enfrentando a criatura nuclear. A animação do longa está sendo feita em CGI pela Polygon Pictures, veja aqui!

A trama começa no ano de 2048 e pessoas selecionadas escapam para o espaço depois que a Terra foi devastada por Godzilla e outros monstros gigantes. Depois de 20 anos, a humanidade retorna apenas para descobrir que, no planeta, 20 mil anos se passaram, se tornando um mundo hostil com um ecossistema diferente comandado pelo Rei dos Monstros.

Os longas produzidos pela Polygon Pictures (Knights of Sidonia, Ajin, Blame!), tem roteiro assinado pelo renomado Gen Urobuchi (Madoka Magica, Fate/Zero e Psycho-Pass) e direção de Kobun Shizuno (Detective Conan, Knights of Sidonia).Godzilla estreia no dia 17 de novembro nos cinemas do Japão.

O filme também será lançado globalmente pela Netflix, mas a data ainda não foi definida.


Light Novel “Tsurune: Kazemai High School School’s Archery Club” Terá Anime pela KyoAni

O site oficial da NHK revelou que a light novel Tsurune: Kazemai High School School’s Archery Club de Kazemai terá um anime para a TV animado pela Kyoto Animation (Clannad, Hyouka) e irá estrear em 2018. A série de light novels recebeu um Special Judge Awards em 2016.
Sinopse: A “história juvenil de tiro com arco” segue Minato Narumiya. Minato praticou tiro com arco Japonês no ensino médio, mas depois de um certo incidente, ele fugiu do esporte. No ensino médio, Minato conhece novos amigos, e juntos, como parte do clube de tiro com arco da escola, ambicionam vencer o torneio da prefeitura.


A série é escrita por Kotoko Ayano com ilustrações de Chinatsu Morimoto e é publicada sob a marca KA Bunko desde dezembro de 2016.


Piano no Mori – Premiado mangá de música vai ter anime em 2018


A emissora japonesa NHK anunciou para abril de 2018 uma nova adaptação para anime do mangá de música Piano no Mori (The Piano Forest) de Makoto Isshiki.

O mangá foi publicado em 1998 a 2016 com o total de 26 volumes e já inspirou uma adaptação para filme em 2007 pelo estúdio Madhouse (Death Note, One Punch Man).

A obra conta a história de dois jovens pianistas com diferentes estilos de vida. Kai é filho de uma prostituta e aprendeu a tocar em um piano abandonado em uma floresta perto de sua casa. Já Shuuhei é membro de uma família de prestigiados pianistas. Os dois acabam reunidos por meio de um elemento que os liga: a música.




Novo Anime de Souten no Ken Anunciado

A capa da edição de dezembro da revista Monthly Comic Zenon da Tokuma Shoten revelou que uma nova série de anime para televisão do manga Souten no Ken de Buronson, Nobuhiko Horie e Toutsuo está em produção.

Buronson e Horie escreveram Souten no Ken, com arte de Hara. O mangá é uma prequel do manga Hokuto no Ken. Souten no Ken fou lançado na edição de estreia da revista Weekly Comic Bunch da Shinchosha em maio de 2001 e continuou até agosto de 2010. Shinchosha publicou a série em 22 volumes.

Sinopse: Souten no Ken conta a história de Kasumi Kenshiro, 62º herdeiro do Hokuto Shinken, avô e homônimo do protagonista de HNK. Hokuto Shinken é uma arte marcial assassina, capaz de matar uma pessoa com apenas um golpe. Por atingir os pontos vitais de uma pessoa, o Hokuto Shinken é capaz tanto de curar quanto ferir. Ela só permite um herdeiro de cada vez, e a herança deve ser passada de pai para filho.

Abandonado pela sua família desde criança, foi adotado por uma máfia chinesa chamada Qing Bang, a Gangue Verde. Depois de se envolver demais com a máfia, Kenshiro decide se mudar para o Japão e virar professor, deixando para trás seus amigos e sua amada Gyokurei. Sua vida muda, ele vira uma pessoa pacata e está prometido para a filha do dono de uma grande corporação, a srta. Kitaoji Aya. Porém, tudo muda quando um velho amigo, Li, aparece no Japão.
Souten no Ken inspirou uma adaptação em anime para a televisão de 26 episódios em 2006.



Shinmai Maou no Testament terá novo OVA

O site oficial da série de anime Shinmai Maou no Testament anunciou que a série receberá um novo episódio. Chamdo Departs, o novo episódio será exibido em cinemas japoneses limitados em 27 de janeiro de 2018 por duas semanas. O disco Blu-ray e DVD para o episódio também será lançado em 28 de março de 2018.

Shinmai Maou no Testament é uma série de light novels escrita por Tetsuto Uesu e ilustrada por Nekosuke Ookuma que começou sua serialização em outubro de 2012. Foram até então publicados 10 volumes principais com dois volumes de spin-off, e o 11º volume será lançado em 1° de novembro. A serie teve dois anime para a TV pela Production IMS exibidas no inverno e no outono de 2015, bem como dois OVAs.





Outras Notícias:

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– Próximo e último filme de Hayao Miyazaki se chamará Kimi-tachi wa Dō Ikiru ka e irá estrear em 3 a 4 anos
– Terceira temporada de Shingeki no Kyojin adiada para julho de 2018. Um filme Recap será lançado em 13 de Janeiro

Publicado em 2017
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